Segunda-feira, 14 DE Novembro 2005
É algo normal ir ao Funchal, mas como hoje não. Teve tudo de anormal. Levantei-me bem cedo, tomei banho e lá fui para uma consulta de Gastroenterologia. Normalmente vou nas viaturas dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava. No entanto, hoje era um dia "diferente" (muito diferente). Fui com o meu irmão e a minha mãe no nosso automóvel. Chegados à consulta, foi tudo normal, fui atendido rapidamente e saí (alguma coisa tinha que ser, não?). Num dia normal, viria para casa, mas não. Fui para o Fórum Madeira. É um centro comercial do Funchal recente e que eu ainda não tinha visitado. Andar num centro comercial com as lojas ainda praticamente fechadas, (só abriam às 10 da manhã) foi uma experiência do outro mundo (mas divertida). Demos voltas e voltas até que chegou as 11 horas da manhã. Tinhamos outro destino. Eu tinha que ir ao Centro Regional da Formação de Deficientes para uma entrevista. Chegamos lá, estava eu à espera, aparece-me uma funcionária do Lar e que eu reconheci logo, mas aparentemente ela não. Ela começou a olhar para mim, como se me reconhecesse, mas não sabia de onde. Ela aproximou-se de mim e conversámos por breves instantes e esclarecemos de onde nos conheciamos. Tinhamos ido juntos a Londres num passeio da Direcção Regional de Educação Especial.
Fui chamado para ir à entrevista. Aquilo parecia uma Junta Médica, pois tinha três pessoas a entrevistarem-me. O que valeu é que foi rápida. Parecia que estava a ser interrogado antes de ser condenado a qualquer coisa. Tinham todo o meu processo escolar com eles. Não tinha a mínima hipótesede mentir acerca do meu percurso escolar. Até um deles me perguntou quais eram as minhas disciplinas preferidas, não sei se como forma de pôr a minha memória à prova. Também fiquei a saber que contam comigo para ser um dos alunos de um curso de Informática de nível 3. Eu aceitei de imediato e agora esperarei até ao início do próximo ano.
Foi um início de semana alucinante mas ainda não tinha terminado esta aventura maluca. Depois desta entrevista, voltámos ao Funchal. Desta vez, foi o meu irmão que teve que ir ao dentista. Era simples se não tivéssemos que correr a cidade de lado a lado, já que o estacionamento ficava de um lado da cidade e o consultório a milhas do dito. Até foi divertido passear nas ruas do Funchal, embora algumas ruas não fossem nada aconselháveis a cadeiras de rodas. E isto não podia terminar sem uma cena, no mínimo caricata. O prédio onde se situa o dentista que o meu irmão ia consultar, à primeira vista tinha todas as condições adequadas a cadeiras de rodas. Logo na entrada tinha uma rampa de acesso ao lado de uns degraus. Fiquei impressionado, pois o prédio já é antigo. Mais impressionado fiquei quando vi que o prédio tinha elevador. Ia eu entrar no elevador e reparo que o dito elevador não tinha espaço suficiente para uma cadeira de rodas. Mais grave ainda, no mesmo prédio tem um consultório de pediatria e obviamente devem circular muitos carrinhos de bebé. Só gostava de saber como transportam os bebés. Talvez façam rappel pela escadaria acima. Só mesmo no nosso país e só podemos rir destas situações porque chorar não vale a pena. Depois deste "brilhante" final, fizemos mais uma "maratona" para regressar até ao parque de estacionamento e regressámos a casa cansados mas felizes com tudo cumprido.
publicado por Zé Luís às 19:10
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