Sábado, 03 DE Dezembro 2005
Quem lê isto, já sabe quem eu sou, portanto não vale a pena estar a perder tempo a explicar. Realmente hoje é o meu dia, o Dia Internacional do Deficiente. Mas também não é só meu, também é o dia dedicado ao Governo, pois parecem uma cambada de "deficientes". Muitas vezes, apresentam um autismo profundo difícil de penetrar, só querem saber de si e do défice do Estado.
No entanto, há uma coisa que me faz confusão. Esta coisa de igualdade de direitos entre nós (deficientes) e a pessoa dita "normal" é algo extraordinário. Será que consideram Igualdade de Direitos, o deficiente passar à frente das outras pessoas nas filas de supermercado, do Banco e outros serviços? Que me perdoem as outras pessoas "especiais" (note-se que eu também sou "especial"), mas eu sinto-me pessimamente quando tiro o lugar a alguém. Para mim, a Igualdade de Direitos é não ser passado para trás em detrimento de outras pessoas e não, passar à frente de outras pessoas.
Um exemplo do que estou a falar aconteceu-me esta semana. Fui ao hospital a uma consulta. É norma do hospital que as cadeiras de rodas tenham prioridade. Infelizmente eu cheguei atrasado (não por minha culpa, mas sim dos Bombeiros). A enfermeira avisou às outras pessoas que eu iria primeiro, mas eu senti-me pessimamente. Algumas pessoas estariam já à espera de serem consultadas há mais de uma hora e eu chegar ali e passar à frente, deixou-me quase que "envergonhado".
Portanto, eu defendo Igualdade de Direitos entre todos, mas sinceramente dispenso este direito. Estarei errado?
publicado por Zé Luís às 12:07
Zé Luis, meu caro. Tens razão tua indagação procede. No mundo inteiro as políticas públicas sobre as pessoas com deficiência, são deficitárias. São realmente deficientes. A igualdade de direitos não se resume a prioridades em filas, em atendimentos, assentos reservados, quotas em concursos públicos, empregos e universidades, como ocorre aqui no Brasil. A ingualdade de direitos vai mais além disso, ou pelo menos deveria ir além disso. Tu falas-te algo muito certo: é dia do governo também, pois ele é deficiente, por não implementar políticas públicas claras e eficientes para a pessoa com deficiência. Igualdade de direitos seria exatamente o contrário do que ocorre hoje. Não seria necessário lançar mão de reservas e cotas para se garantir igualdades de direitos, o ideal seria que isso não fosse necessário, e que todos, indistintamente tivessem um bom antendimento por parte dos órgãos públicos, e as mesmas oportunidades. O grande problema é que nem os ditos normais nem os especiais gozam de igualdade de direitos. Essas prioridades oferecidas apenas tentam ofuscar o que é necessário ser feito.Edson
(http://www.barbosaevicente.com.br)
(mailto:edsonbarbosa13@hotmail.com)
Anónimo a 3 de Dezembro de 2005 às 18:48

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