Quinta-feira, 25 DE Janeiro 2007

Como sinto que o blog está a cair num marasmo, decidi dar-lhe um novo rumo. Vou contar alguns episódios marcantes  que me ficaram na memória, acontecidos durante o ano.

Podia começar pelo dia 23 de Janeiro, onde tudo começou. Foi um dia onde senti na pele o que era levantar-se cedo. Como era o primeiro dia e não sabia ao certo a que horas passava a carrinha, levantei-me às... 6 horas da manhã. O entusiasmo era tão grande que não tive a mínima dificuldade em pôr-me a pé. É de referir que o entusiasmo era tanto, tal como o nervoso. Afinal de contas, ia passar um dia  inteiro (o primeiro de muitos) fora de casa sem a protecção familiar. Tomei consciência que teria que fazer aquele percurso todos os dias. Afinal de contas, eu escolhi fazer a viagem todos os dias e não me poderia queixar. A ideia de ficar no Lar ( quem foge ao destino, acaba por ser apanhado) não me seduziu, apesar da insistência das pessoas do Centro. O dia correu relativamente bem. Neste mesmo dia, houve algo que me chamou a atenção. Mais adiante contarei o que foi. 

Comecei a aventura de conhecer pessoas e realidades novas. A partir dali, a minha vida deixaria de ser a mesma...

 

publicado por Zé Luís às 09:57
Sábado, 20 DE Janeiro 2007

Quando queremos escrever e não temos ideias, o melhor que temos a fazer é simplesmente não escrever. Mas há sempre a hipótese de escrevermos à espera que leve a algum lado. Se isso não acontecer, vamos "enchendo chouriços" até acharmos que o texto está mais ou menos extenso. É o mesmo que pôr um automóvel a trabalhar. Quando não vai pela ignição, pomo-lo a deslizar, até começar a funcionar.

Eu era  miúdo quando andava na escola primária (Uau... brilhante!!!) e não gostava muito de fazer composições. E então quando a professora nos mandava fazer uma composição acerca do nosso fim-de-semana, era mesmo um martírio. Tinha que escrever invariavelmente a mesma coisa. Se fosse hoje em dia, seria muito mais simples. Fazia fotocópias com o scanner e mudava-lhe uma ou outra palavra (caso não reparassem, continuo a "encher chouriços").

Fazia um esforço enorme para completar dez linhas de uma folha A5. Para mim, fazer dez linhas era o mínimo exigível, nem que para isso tivesse que fazer... dez parágrafos. 

Aparentemente, continuo com a mesma dificuldade em embrulhar um texto. Vou esticando o texto até ver onde chega. Por falar nisso, já tenho treze linhas e não fiz treze parágrafos. Também vinte anos depois, tinha que conseguir escrever duas linhas seguidas.

P.S.: Mais uma pequena acha para "a fogueira dos chouriços": o nosso Primeiro-Ministro quer criar balcões próprios nos locais públicos para atender os deficientes. O homem não deve estar a ver bem o problema. Um deficiente que se preze, quer igualdade e não discriminação... digo eu.

publicado por Zé Luís às 16:24
Segunda-feira, 15 DE Janeiro 2007

Com a idade que tenho e tantos anos a ver futebol, pensava que nada me surpreendia neste desporto. Enganei-me... mais uma vez.

Tudo se passou ontem. Fui ver um jogo de Iniciados entre o Pontassolense e o Nacional "A". Foi um jogo a contar para o grupo dos Campeões na 3ª Fase do Campeonato Regional do referido escalão.

Era um jogo muito complicado para o Pontassolense, pois jogava contra um adversário invicto. O Pontassolense acabou por fazer um "brilharete", ganhando por 2-1. Mas o resultado acabou por ser passado para segundo plano, já que  isso é o menos importante neste post. Depois do que ouvi da boca de algumas mulheres nacionalistas, senti que aprendi mais algumas coisas... parvas. Coisas do tipo: "O árbitro ao marcar o penalty contra nós, desconcentrou os miúdos", só mesmo na cabeça de alguns iluminados. 

Até concordo com elas, os penaltys existem para serem marcados contra... as equipas pequenas. O que o árbitro fez, foi um abuso de autoridade. Onde é que já se viu marcar uma grande penalidade contra uma equipa que luta para ser campeã? Há o lado positivo disto. Os miúdos já aprendem a desesperar e mandar bocas com um penalty marcado contra si. Resultado: são expulsos e depois não sabem porquê. Jogar num grande clube, dá-lhes estes tiques de sobranceria.

Outro dos ensinamentos é que até ao minuto 95', o jogo continua. Perder dois pontos ao minuto 95' com um auto-golo, faz parte do futebol. Será que ainda me falta ver mais alguma coisa?

publicado por Zé Luís às 10:23
Sexta-feira, 12 DE Janeiro 2007

Nada melhor para gerar confusão do que... uma troca de cartões de telemóvel. Foi mesmo o que aconteceu com a minha colega de curso.

Estava ela bem descansada a  fazer népia (tal como eu) e eis quando o seu telemóvel toca. Do outro lado, era uma mulher que perguntava pelo Pedro Ramos. A Rita (assim se chama a minha colega) ficou surpreendida e confusa. Depois de desligar, fez-se luz. O Pedro Ramos era um seu amigo com quem ela tinha trocado o cartão do telemóvel. Ela com a imaginação fértil que tem, fez logo uma história com o sucedido. Segundo a sua versão, a mulher que telefonou podia ser a namorada desse seu amigo e agora ela poderia ficar ciumenta (grande embrulho até aqui).

Para ajudar ao já grande embróglio, o telemóvel voltou a tocar. Pelo menos desta vez as coisas ficaram mais claras. Afinal a mulher que telefonava era apenas uma das professoras do Centro que queria apenas contactar o Pedro. A professora veio ter connosco e aqui começou a parte "estúpida" desta história.

A minha colega afinal não tinha o número do Pedro. Mas tinha uma colega que poderia saber o número dele. Mesmo assim, com toda a ingenuidade do mundo foi dizendo que o Pedro tinha tido um fraquinho por ela. A professora também com a sua pontinha de naif, perguntou-nos se alguém tinha tido um fraquinho pela Renata (a colega da Rita que poderia saber o número de telemóvel do Pedro).  Achei hilariante o modo como ela disse aquilo e não me contive e desatei a rir. Ainda perguntei quem era a Renata (embora soubesse quem é).

Isto tudo sob o olhar atento da MJ minha colega, que também ria valentemente com esta embrulhada toda. A professora continuou com o interrogatório e perguntou-nos se nunca tinhamos tido um fraquinho por ninguém. Eu continuei a rir e não respondi à questão (quem cala... ).

Quanto ao meu colega Nuno, não se coibiu de dar a sua opinião. Com a frontalidade (ou será estupidez?) que o caracteriza, respondeu que sim. Disse que sentia um fraquinho pela colega Sara mas que não fazia faísca (Se ele desse outra resposta, é que eu ficaria surpreendido).

A MJ também respondeu que não sentia fraquinhos, mas sim fortes (por quem será?). Mais uma acha para a fogueira do riso. E assim se acaba um interrogatório de sentimentos que começou com uma simples troca de cartões de telemóvel.

publicado por Zé Luís às 10:21
Terça-feira, 02 DE Janeiro 2007

Já acabou o período de maior "empanturramento". Agora esqueçam os doces e vão trabalhar. Eu também vou fazer o  mesmo, embora nem saiba ao certo o que me espera agora. Tenho apenas uma breve luz. Digo-vos que me assusta um bocado o que está para vir. Mas já que me meti nesta enrascada do curso, vou até ao fim.

Se acreditar piamente nas palavras da minha colega (coisa que não faço pelo simples facto de ela fazer uma "tempestade num copo de água"), estou prestes a entrar numa qualquer espécie de inferno na Terra. Falo do estágio. Eu bem sei que ela já foi estagiária (mas não na Casa Branca) e tem mais experiência. Mas será que a coisa é tão difícil assim?

Eu vivi a minha vida escolar quase por inteiro com alguns professores que tratavam de "animar" a mim e aos meus colegas. Eles diziam todos mais ou menos a mesma coisa e não fugia muito disto: "Este ano, vocês andam aqui na brincadeira. Mas no próximo ano, a "música" vai mudar. " .E lá andávamos nós sempre assustados com a promessa do Inferno em Vida todos os anos. Verdade seja dita que o Inferno prometido concretizou-se infelizmente... no 12ºano.

Eu sei que não será fácil esta fase mas também já passei por tanto, que mais inferno, menos inferno, vai dar ao mesmo.

P.S.: Li um blogue com um título sugestivo. Às tantas, ainda me inspiro nesse mesmo título para rebaptizar o meu.

publicado por Zé Luís às 18:17
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