Sábado, 29 DE Julho 2006

O nosso Portugal é um país de "febres". De vez em quando, lá aparece algo que deixa a nossa Pátria toda embasbacada a olhar para a tv.

A Selecção Nacional agora até vai participando em Campeonatos do Mundo e da Europa e à conta disso durante o mês dessas mesmas competições, o nosso país muda... para melhor. Pelo menos não falam na porcaria do défice. As bandeiras vêm cá para fora apanhar sol com a "brilhante" ideia do Scolari de colocá-las nas varandas, algumas ao contrário, outras parecendo que estão a secar no estendal mas a questão é que o país adere em massa (até eu).

Outra das febres que o país atravessou na entrada do séc.XXI foram os Big Brothers. Parecia que o país parava para ver o Marco a bater na Sónia, o Zé Maria a tratar das galinhas ou para ver os 45 minutos de sexo entre o Marco e a Marta (grande "martelada"). Depois ainda veio mais uns reality-shows, tipo "Quinta das Celebridades" e "1ªCompanhia" ou "Circo das Celebridades" que só serviu para termos a outra faceta do José Castelo Branco. Além de snob, é convencido e religioso (alguma coisa tinha que se aproveitar).

Como era de prever, as celebridades criadas pelos reality-shows esfumaram-se. Hoje em dia, ninguém se lembra quem foram os concorrentes desses programas, embora haja um ou outro que nos tenha ficado na memória.

Continuando, a febre "Morangos com Açúcar" pôs os adolescentes a andar com a cabeça à volta e a imitar tudo o que viam na série, até encerrar escolas com vírus imaginários. Juntando a tudo isso, vieram os "cantores" que se descobriram na série. Dentro desta "febre", surgiu outra chamada D'ZRT. Quatro rapazes que deixam as raparigas histéricas. Ainda há o FF que também deixa as raparigas a suspirar. E pronto, lá vamos andando num país de gente a sonhar com o impossível.

As últimas duas febres chamam-se "Noddy" e "Floribella" no meu ponto de vista. O "Noddy" é um caso esquisito, pois já a minha mãe lia livros deste simpático personagem. Mas agora voltou em força e os miúdos até aos 6 anos, ficam completamente malucos com aquilo. E depois vemo-los todos vestidos com as roupas todos bonitos e os pais a cantar uma segunda versão da música: "Raios partam o Noddy".

A última moda é a Floribella. A novela é um sucesso (o dinheiro facturado à conta disso também). Se o "Noddy" é para crianças até aos 6 anos, esta é dos 6 até aos 10/11 anos. O problema é que há gente com mais idade a ver (eu incluído... estou tramado).  Toda a gente canta as músicas dela, já não há quem suporte. A bem ou a mal, já sabemos ao menos o refrão das músicas. As meninas andam todas vestidas de Floribella. Até já surgiu a ideia de mudar o nome de Floribella para Fodibella, já que algumas pessoas já não suportam e só querem é f... a cabeça a quem inventou.

E é assim que o nosso país se rege com a tv. Vive de modas

publicado por Zé Luís às 17:58
Terça-feira, 25 DE Julho 2006

Há música para todos os gostos: clássica, pimba, rock, pop, romântica...

Mas acabámos sempre por nos ligarmos a uma música que nos recorda algo ou algum momento marcante. É o mesmo que fazer uma associação de ideias e ao ouvirmos uma dada música, somos logo "transportados" para aquela altura. A mim acontece-me frequentemente isso.

Algumas músicas nos lembram alegrias e festa, especialmente as músicas de bailarico que me transportam imediatamente para os arraiais de Verão da freguesia. Este tipo de músicas, geralmente decoramos a letra e nem interiorizamos o que raio está lá implícito.

No entanto, há outras que me levam para o nosso íntimo, pois fixamos as letras e interiorizamos. Fazem-nos lembrar episódios que nos sucederam e talvez não devessem ter acontecido (ou talvez sim).

Ultimamente houve algumas que marcaram-me e cada vez que as oiço, lembro-me de algumas das fases da minha vida e o último ano até foi pródigo em momentos marcantes.

Um dia, ponho as minha músicas marcantes. Quem ler isto, se quiser está à vontade para colocar as suas.

publicado por Zé Luís às 18:42
sinto-me:
música: Junto a ti -Império dos Sentados
Sexta-feira, 21 DE Julho 2006

Chegaram as férias (aleluia) e acho que é mais do que justo fazer um balanço a estes seis meses que revolucionaram a minha vida.

O curso tem corrido bem na sua generalidade. Continuo a ajudar os meus colegas como sempre fiz, pois estou perfeitamente ciente que eu sou a "alma" do grupo, segundo palavras da minha colega. Mas admito que fez-me um bocadinho de confusão no início esta coisa de ter que "carregar" com o grupo. Mas agora lido bem com esta forma de pressão.

Continuando, arranjei três bons amigos no Centro de Formação Profissional. O Nuno, o Bruno e o Cristiano realmente tornaram-se os melhores amigos que lá arranjei. Isto falando em termos masculinos, porque em termos femininos, a Maria João ocupa um lugar especial de destaque no meu coração. Isto não quer dizer o que à primeira vista parece. É uma boa amiga com quem converso muito e tenho uma relação diferente do que com outra colega qualquer.

Eu e ela passámos por umas peripécias jeitosas ao longo destes seis meses que não esquecerei enquanto viver.

Obviamente, eu sou "santo" (não acreditem minimamente nisto) mas não sou de pedra e também já passei por momentos complicados em relação a sentimentos que não controlamos. É isto que dá um sabor especial à vida de vez em quando, mas tudo se supera.

As estadias no Lar acabaram por ser enriquecedoras em termos pessoais, apesar de alguns imprevistos que chegaram a levantar uma pequena tempestade mas acabou por acalmar. Mas até foi bom, pois vi até onde vai a minha calma em situações stressantes. Descobri que consigo ultrapassar os meus limites como nunca pensei ultrapassá-los.

E assim foram os seis meses antes do Verão. Agora só me resta descansar e voltar em Setembro com a cabeça organizada e leve do stress que foi esta última semana. Foi a semana mais longa da minha vida. Mas agora, as féras farão esquecer o mau e lembrar o bom.

publicado por Zé Luís às 20:08
Quinta-feira, 13 DE Julho 2006

Bem, fez ontem um ano que comecei esta aventura de fazer um blog. Acho que acabei por escrever a minha vida, umas vezes de uma maneira mais directa, outras nem tanto. Critiquei algumas coisas que me pareceram mal no país, brinquei com com coisas sérias (também se não brincamos com isso, vamos brincar com o quê?). Foi um ano cheio de emoções, pois a minha vida ficou voltada do avesso.

Nunca pensei que aguentaria tanto tempo a escrever um blog, mas cá vou-me arranjando. Sei que tenho alguns fiéis leitores, alguns deixam comentários outros não. Mas é bom saber que alguém nos visita e se diverte com o que escrevo.

Não tenho intenção de ser escritor, apenas vou fazendo uma linhas para compôr isto.

Quanto à situação de eu ter dito que não fiquei satisfeito com a prestação de Portugal no Mundial, quero esclarecer que foi muito bom chegarmos aqui contra tudo e contra todos. Mas acabamos sempre por perder contra alguém (ou algo) que não nos foi superior. É nesse sentido que eu me refiro. Agora o jogo contra a Alemanha foi muito bem perdido, pois fomos claramente inferiores.

Agora só peço saúde e vida para escrever mais um ano. Até ao próximo post

publicado por Zé Luís às 10:22
Sexta-feira, 07 DE Julho 2006

Estou farto de escrever sobre o Mundial. Nós já sabemos que perdemos mais uma oportunidade única. Tem piada, há dois anos a oportunidade também era única. Duas oportunidades únicas (deviam ser gémeas) e deitámo-las fora. O Síndrome do Fernando Mamede continua a amedrontar-nos. No momento certo, falhamos sempre. O pior é que perdemos estas oportunidades e ficámos (eu pelo menos fico) com a sensação que perdemos com alguém que não foi nada superior. Depois vem a mesma coisa de sempre: primeiro batemos no árbitro e em seguida dizemos que foi muito bom chegar aqui. É por aqui que eu vejo que somos pequeninos. Em vez de assumirem depois de perderem, que a final seria o objectivo delineado para o jogo com a França, vêm dizer que foi muito bom chegar ali. E depois vêm os adeptos dizerem que chegar ao Mundial é muito bom pois estavam 195 selecções (salvo erro) na fase de qualificação. Esqueceram-se de dizer que mais de metade dessas selecções não sabem dar um pontapé numa bola. Das duas, uma: ou acham que a Zona de Qualificação da Oceânia é um bicho papão, ou não olham para os resultados tais como 17-0 da Austrália a uma equipa de lá da zona.

Agora tanto se me dá, como se me deu eles ficarem em 3º ou 4º lugar. Por alguma razão esta é a última crónica acerca do Mundial.

publicado por Zé Luís às 19:06
Domingo, 02 DE Julho 2006

Lá tivemos mais um episódio da trilogia Fado-Fátima-Futebol.

Depois do que vimos ontem, a ideologia de Salazar continua bem actual. Continuámos com o nosso fado de sofrer até à última. Pois bem, a juntar a tudo isso tivemos um Ricardo muito devoto a Fátima (e também muito inspirado). Até ouvi dizer que ele foi a Fátima benzer as luvas. Não me admirava nada, depois do que o mundo inteiro presenciou. Para finalizar, o nosso "rectângulozinho" à beira-mar plantado praticamente parou para assistir a um momento histórico na História dos Mundiais, pois defender 3 penaltys numa série de 5 (foram só 4 penaltys na prática), nunca tinha acontecido. Neste momento, o Ricardo seria o inimigo público nº1 em Inglaterra, se vivêssemos no Oeste americano. Um cartaz havia de ser giro com  a seguinte mensagem: "Ricardo. We want him: Dead or alive. Reward: Eriksson for your team"

Esta ligação da nossa Sra. de Fátima e a Nossa Sra. do Caravaggio (protectora do Scolari), tem dado resultado. É só esperar que a união entre Elas não se desmanche tão cedo.

Agora temos contas a ajustar com a França. Vamos lá ver o que nos acontece. Como todos os portugueses, tenho a certeza absoluta que vamos chegar ao final... da semana. Só espero que joguemos no domingo. Seria muito bom sinal.

Mas se por azar, jogarmos no sábado também será muito bom.

FORÇA PORTUGAL

publicado por Zé Luís às 11:59
sinto-me:
música: IL DIVO- Tema do Mundial de 2006
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