Quinta-feira, 29 DE Setembro 2005
Nós temos a fama de povo hospitaleiro, nas mais variadas vertentes. Temos o 16º lugar nos países mais procurados pelos turistas, portanto deve querer dizer alguma coisa, devemos ter algo para oferecer. Isto funciona assim, quem está lá fora quer entrar, quem está cá dentro quer sair (nós madeirenses, ainda queremos mais).
Mas a nossa hospitalidade não se resume a sermos acolhedores em relação ao turismo. Basta olharmos para os exemplos mais recentes do futebol. Ficámos com o mérito de termos recebido bem as outras equipas e os seus adeptos no Europeu de futebol. Recebemo-los tão bem que "fizemos questão" de cometer duas vezes o mesmo erro (no jogo de abertura e na final). Concluindo, lá foram os gregos com o maior feito futebolístico da sua História... "às nossas custas".
Porém, este é apenas um feito... entre outros. Como "boas almas" que somos, também já fizemos a felicidade a outros povos. Basta recuarmos até Maio deste ano, e lembrámo-nos da Final da Taça Uefa disputada no Alvalade XXI. Lá pensávamos nós que desta vez organizaríamos algo e venceríamos. Puro engano, o Sporting encarregou-se de não deixar a fama por mãos alheias e lá "ofereceu" o troféu ao CSKA Moscovo. Obviamente, como é de calcular, foi novamente o maior feito do futebol russo. O Sporting tornou-se o pai Natal em Maio (o Ricardo também fez uma oferta a nível nacional, com um "frango" que deu o campeonato ao Glorioso).
A última das dádivas do nosso povo, aconteceu ontem à noite. A equipa maravilha (a marcar, não a defender...por enquanto) do Co Adriaanse deu a honra ao Artmédia (o nome enganou, pois saíu arte de alta quallidade) de serem heróis nacionais. Conseguiram virar um resultado de 2-0 para 2-3 em casa... do adversário. Conseguiram o maior feito futebolístico do seu país.
Como já repararam, nós estamos sempre nos maiores feitos futebolísticos...dos outros países. Somos uns "mãos largas", temos a glória aos nossos pés e damos aos outros. Como dizia um humorista português: "Temos que sair de cabeça erguida como a selecção". Vivemos no país do "quase". É a nossa sina.
publicado por Zé Luís às 18:22
Terça-feira, 27 DE Setembro 2005
No nosso país é uma autêntica aventura sermos “diferentes”, pois somos olhados de maneira por vezes esquisita pelas outras pessoas. Eu sei perfeitamente o que isso é, embora hoje em dia passe perfeitamente ao lado disso. Quanto à minha família, nunca tive o problema de mentalidade atrasada, daquele tipo que leva algumas pessoas a colocarem os seus familiares especiais dentro de casa, sem terem direito a serem seres sociáveis.
Obviamente haverá algumas questões mais delicadas em que temos que ter alguma sensibilidade para conversar, mas não é fácil e a seu tempo conversaremos.
No entanto o problema não se limita a apenas isso. Sair à rua é um autêntico desafio, os acessos na sua maioria não existem. É verdade que já foi pior, as coisas estão a melhorar, mas falta muito. Como não há nada perfeito, nunca chegaremos à perfeição. No entanto, faz parte de nós, humanos a busca dessa mesma virtude.
Outra virtude do ser humano é saber aceitar as partidas que o destino nos prega, enquanto outros nascem com a partida pregada (entenda-se deficiência).
Aos primeiros, custa muito mais aceitar, pois no momento em que são “fintados” pelo destino, muitos dos sonhos da vida diluem-se. Têm que aprender a viver de novo, pois a realidade transformou-se bruscamente. Um dia, um amigo que sofreu um acidente de trabalho e ficou “especial” disse-me esta frase: “O corpo habitua-se ao novo estado, mas a mente...nunca”. Neste jardim à beira-mar plantado, mais complicado se torna este cenário.
Por outro lado, os que nascem já com o destino traçado quanto a serem “pessoas especiais”, o cenário não é tão dramático, embora não seja fácil. Nasceram, cresceram e vivem sempre assim, nunca conheceram outro estado físico, logo não têm traumas psicológicos devido a acidentes que lhes tivesse mudado a vida completamente.
Ninguém é igual a ninguém, mas os problemas que se nos deparam neste lindo país, é comum a todos nós. Uns mais, outros menos mas todos temos que saber o que é “Ser deficiente em Portugal”.

publicado por Zé Luís às 16:05
Sábado, 24 DE Setembro 2005

O Benfica ganhou três jogos consecutivos (dois para a Liga Portuguesa e outro para a Liga dos Campeões). A pergunta que se põe é até quando isto vai durar. Por mim, podia durar o resto da temporada, seria bom sinal. No entanto, os jogadores não são máquinas e algum dia vão fraquejar. A equipa técnica já fraquejou o que tinha a fraquejar, ou seja não pode errar como errou nos primeiros três jogos do campeonato. Aparentemente, as coisas entraram no caminho certo e estão a endireitar-se. Terça-feira, dia 27 de Setembro será a "prova de fogo" da equipa no estádio Old Trafford. Aí veremos a verdadeira raça deste Benfica. Terão que puxar da velocidade (alta estatura é coisa que poucos têm, mas chegou para o Sr. Luís Castro, treinador do Penafiel). Esperemos que chegue para Cristiano Ronaldo (madeirense para que fique claro, pois os jornalistas do país esquecem-se disso) e Companhia.

publicado por Zé Luís às 16:05
Quinta-feira, 22 DE Setembro 2005

Mais uma vez o país mostra o que vale, elevando à condição de mártir uma mulher que "ausentou-se" (eu prefiro a palavra "fugiu", mas enfim...) durante dois anos (ricas férias ao lado do Padre Frederico). Pelo menos aprendemos algo novo. Cometemos um crime, fugimos para o Brasil e voltámos em altura de eleições como candidatos a qualquer coisa. Receita simples para ser herói num país como o nosso. Certamente ganhará as eleições, será novamente presidente e voilá (palavra chique), temos o criminoso novamente na cena do suposto crime. Faz parte da tradição, o criminoso volta sempre ao local do crime. Sinceramente tenho pena que alguns presidentes de Câmara não tivessem feito o mesmo, pelo menos não estavam presos neste momento e podiam ser heróis. É o país que temos, e como diria um certo padre: "cada um tem o que merece". Noutro dia explico esta história.

publicado por Zé Luís às 15:38
Quinta-feira, 15 DE Setembro 2005

Dizem que a política e futebol têm que ser separados, nada mais errado. Estes dois factores de mobilização da nossa sociedade têm que continuar de mãos dadas. É a forma de muitos homens da nossa sociedade ficarem conhecidos pela eternidade fora como homens que "pediram emprestado" algum dinheiro às câmaras municipais para alimentarem clubes locais e jogadores estrangeiros, o que não faz muito sentido (os nacionais também são ajudados por câmaras mas de uma maneira mais subtil e escondida). Se são locais, deviam ter uma maioria significativa de jogadores da zona do clube, ou não? O argumento para os presidentes de Câmara serem também presidentes de alguns clubes é sempre o mesmo, ou seja não há ninguém capaz de administrar duas instituições tão importantes, por isso lá o homem "faz o sacrifício" de ganhar dois ordenados. Verdade seja dita que muitos são dirigentes de clubes por pura carolice, mas outros não se inibem de tirar a sua parte e depois dizem que as finanças do clube estão debilitadas. Tem bom remédio, não roubem tanto. Verão que o futebol irá endireitar-se.

publicado por Zé Luís às 16:41
Terça-feira, 13 DE Setembro 2005
Dizem que a vida sem sentimentos não tem significado. No entanto é preciso clarificar que tipos de sentimentos são esses. Há bons e maus sentimentos, em certas alturas, eles até se misturam, causando um autêntico vendaval, pior que algumas catástrofes naturais.
O amor quando se junta ao ódio, é uma mistura explosiva com consequências imprevisíveis, pode ser um autêntico destruidor de relações, sejam elas de que tipo for. Muitas vezes temos que saber controlá-los, para podermos viver em paz e harmonia connosco próprios e com os outros.
São parte do nosso quotidiano, por vezes é preciso escondê-los para que tenhamos um pouco de privacidade e possamos viver condignamente. Os sentimentos obrigam-nos a parar para pensar e pô-los na ordem, pois são muito desordeiros, muitas vezes tornam-se irracionais, misturam-se e depois é o cabo dos trabalhos. Quando começam a voar é o pior, pois de repente perdem asas, caem e afundam-se irremediavelmente. Às vezes é o melhor a fazer, deixá-los submergir e assim poderemos viver em paz. Obviamente, há quem não concorde com esta ideia, mas mais vale deixar algo morrer do que andar eternamente a sofrer por algo (quase) impossível. Não há impossíveis, mas há certamente algumas coisas mais possíveis que outras. É preciso ter a cabeça no lugar para distinguir as coisas possíveis das (im) possíveis.
publicado por Zé Luís às 17:58
Domingo, 11 DE Setembro 2005
Eu decidi escrever o meu primeiro poema. Tem um estilo infantil, mas também não sou poeta. Espero que gostem (se não gostarem, avisem). É só para saber se devo largar de vez a poesia.

Não sou poeta
Nem sei versar
só espero que esta poesia
a algum lado vá parar.

Não tenho muito jeito
Para poemas escrever
Mas vou pôr isto aqui
Para que possam ler.

Não sei o que me deu
Para fazer de poeta
Só espero que não saia
Um poema da treta.

Toda a gente escreve sobre Amor
Mas não tenho queda para sentimentalista
Prefiro fazer de palhaço
Ou então ser um projecto de artista.

A Bitu convidou-me para
No nosso concurso participar
Eu pensei escrever um texto
Mas acabei a versejar.

Espero que tenham gostado
Desta pequena poesia
Abraço e beijos a todos
Até qualquer dia.

Aqui está a minha primeira poesia (e quem sabe última). Sempre era uma peça valiosa, por ser única.
publicado por Zé Luís às 17:00
Sexta-feira, 09 DE Setembro 2005
Dizem que a vida sem sentimentos não tem significado. No entanto é preciso clarificar que tipos de sentimentos são esses. Há bons e maus sentimentos, em certas alturas, eles até se misturam, causando um autêntico vendaval, pior que algumas catástrofes naturais.
O amor quando se junta ao ódio, é uma mistura explosiva com consequências imprevisíveis, pode ser um autêntico destruidor de relações, sejam elas de que tipo for. Muitas vezes temos que saber controlá-los, para podermos viver em paz e harmonia connosco próprios e com os outros.
São parte do nosso quotidiano, por vezes é preciso escondê-los para que tenhamos um pouco de privacidade e possamos viver condignamente. Os sentimentos obrigam-nos a parar para pensar e pô-los na ordem, pois são muito desordeiros, muitas vezes tornam-se irracionais, misturam-se e depois é o cabo dos trabalhos. Quando começam a voar é o pior, pois de repente perdem asas, caem e afundam-se irremediavelmente. Às vezes é o melhor a fazer, deixá-los submergir e assim poderemos viver em paz. Obviamente, há quem não concorde com esta ideia, mas mais vale deixar algo morrer do que andar eternamente a sofrer por algo (quase) impossível. Não há impossíveis, mas há certamente algumas coisas mais possíveis que outras. É preciso ter a cabeça no lugar para distinguir as coisas possíveis das (im) possíveis.
publicado por Zé Luís às 18:27
Segunda-feira, 05 DE Setembro 2005

Um adepto de futebol vai a um jogo do seu desporto favorito ver a equipa do seu coração contra um grande rival e a sua equipa ganha o jogo, deveria ser motivo de felicidade. No entanto, foi exactamente uma sensação estranha que senti. Não reagi com a vitória, foi uma das coisas mais esquisitas que me aconteceram, eu estava lá completamente "longe" daquilo tudo. Sinceramente ainda procuro resposta para o que me aconteceu, nunca pensei estar assim num jogo de futebol. Até tenho uma explicação para o sucedido, penso que foi a grande embrulhada que o futebol por vezes é (experiência próxima), que me levaram a não ser um adepto igual aos outros, ser mais racional e distante do jogo em si. Isto certamente não interessará a ninguém este acontecimento, mas decidi partilhar esta experiência porque agora aprendi que a nossa vida (ou de alguém próximo) pode ensinar-nos a sermos muito racionais. Agora é só esperar o próximo desafio e logo vejo se este foi um acontecimento isolado ou será norma daqui em diante. Prometo que contarei o que sentir no momento. Até breve.

publicado por Zé Luís às 12:38
Quinta-feira, 01 DE Setembro 2005

O mundo do futebol é uma autêntica miséria. Só se assiste a mentiras e aldrabices. Pensava eu que este mundo do desporto rei era mais leal e justo. Enganei-me redondamente. As coisas más não acontecem apenas nos clubes grandes, mas também nos clubes regionais. Depois queixam-se que o futebol anda na “banca rota”. Mesmo tem que estar, os dirigentes preferem pagar milhares de euros a um jogador estrangeiro ou continental do que pagar uns míseros euros a um jogador formado no clube. O pior de tudo é que os estrangeiros e continentais fazem bem pior (sei do que falo) que os que cá estão a “trabalhar para aquecer”, pois não recebem nada. Depois os ditos dirigentes são capazes de “cortar as pernas” aos jogadores jovens (que os mesmos não querem aproveitar) que vêm uma oportunidade (ou várias) se abrirem. Será que para agarrar uma oportunidade, é preciso ter um “padrinho”? Possivelmente, como tudo na vida. Este texto possivelmente irá aparecer num diário regional madeirense como forma de protesto. Esperem para ver.

publicado por Zé Luís às 16:47
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